Estudiosos das universidades de Ottawa e Toronto, no Canadá, defendem que a prática de atividades físicas precisa deixar de ser tratada como um mero conselho de estilo de vida e passar a ser formalmente prescrita por médicos como tratamento essencial para a saúde cerebral. O posicionamento foi publicado nesta terça-feira (3) na revista científica Brain Health.
Os pesquisadores dos departamentos de psiquiatria ressaltam que o exercício impacta diretamente o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental ao longo de todas as fases da vida. Segundo o estudo, o movimento físico atua de maneira decisiva na preservação dos vasos sanguíneos cerebrais, no equilíbrio metabólico, no controle de inflamações e no estímulo à neuroplasticidade. Ensaios clínicos analisados pelos autores demonstram, por exemplo, que caminhadas e treinos aeróbicos podem aumentar o volume de áreas do cérebro responsáveis pela memória e reduzir sintomas de depressão, ansiedade e sofrimento psicológico.
Para os especialistas, a recomendação médica deve funcionar exatamente como a receita de um medicamento tradicional, especificando o tipo de modalidade, a frequência semanal, a intensidade e o tempo de duração. No caso de transtornos como a depressão ou a esquizofrenia, que afetam a disposição e a cognição, os autores destacam que o início não precisa ser exigente: caminhadas de cinco minutos ou pequenas tarefas ativas do dia a dia já ajudam a criar hábito e autoeficácia, abrindo caminho para uma rotina mais saudável e sustentável.
Com informações de: Região Noroeste










