O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou nesta terça-feira (3) que investigações federais identificaram uma relação direta entre o funcionamento das plataformas de apostas digitais e a atuação de facções criminosas. A declaração foi feita durante audiência pública realizada no Supremo Tribunal Federal para avaliar os impactos da Medida Provisória nº 1.394/2026, texto que suspendeu as operações e propagandas dos sites conhecidos como bets no país.
Conforme dados apresentados pelo Ministério da Justiça durante o debate na Corte, ações policiais e do Ministério Público já resultaram no bloqueio de R$ 3,3 bilhões em transações financeiras suspeitas desde 2018. As autoridades apontam que o ecossistema de apostas vinha sendo utilizado como mecanismo de lavagem de capitais para disfarçar a origem ilícita de recursos vindos do tráfico de drogas e de outras atividades criminosas.
A manifestação da pasta integra a defesa do Governo Federal frente às ações judiciais movidas por entidades do setor de jogos, que pedem a liberação das atividades. A audiência conduzida pelo ministro Luiz Fux deve embasar as análises do STF sobre a manutenção do veto legal e a proteção dos fluxos financeiros e sociais no país.
Com informações de: Região Noroeste










