A Polícia Civil prendeu preventivamente dois homens suspeitos de aliciar uma criança pela internet e perseguir a mãe da vítima no município de Macedônia. A operação foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Macedônia em conjunto com a Polícia Civil do Estado do Paraná, em cumprimento a mandados expedidos pela Vara Regional das Garantias de São José do Rio Preto. As prisões e buscas foram efetuadas na última segunda-feira (19) nas cidades de Macedônia (SP) e Toledo (PR).
As investigações apontam que um dos suspeitos, localizado em Toledo, iniciou contatos virtuais com a menor pelas redes sociais. A aproximação evoluiu para o envio de fotos íntimas e exigências de reciprocidade por parte da criança, além da pressão para o agendamento de um encontro presencial. Ao constatar o conteúdo das mensagens no telefone da filha, a mãe procurou a Polícia Civil e registrou o boletim de ocorrência.
Após a formalização da denúncia, a mulher passou a ser alvo de intimidações cotidianas efetuadas por linhas telefônicas registradas no Paraná e no Estado de São Paulo. A polícia identificou a atuação conjunta do homem no Paraná com um comparsa morador de Macedônia. A dupla passou a monitorar a rotina da família, enviando fotos da criança em locais públicos e detalhando horários escolares, itinerários e vestimentas, acompanhados de ameaças de que a menor não retornaria para casa.
A escalada das agressões incluiu a localização de dois bilhetes com ameaças explícitas de morte fixados no para-brisa do automóvel da mãe, fato que fundamentou o pedido de prisão preventiva acolhido pelo Poder Judiciário. Durante as diligências em Toledo, os agentes apreenderam dois aparelhos celulares. No endereço do investigado em Macedônia, foram recolhidos um telefone móvel, uma caneta e cadernos com anotações e desenhos.
A Polícia Civil apurou que ao menos outra criança também foi vítima da atuação dos suspeitos. O caso segue sob investigação para esclarecimento de motivações adicionais. Os investigados responderão pelos crimes de aliciamento de criança em ambiente virtual, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), perseguição reiterada (stalking) e coação no curso do processo.
Com informações de: Região Noroeste










