Novas denúncias aprofundam polêmica sobre a organização da festa de peão de Jales

Especialista em Direito Penal aponta possíveis crimes na condução da licitação e uso de laranjas por empresário impedido de contratar com o poder público.

Um novo capítulo se soma à controvérsia envolvendo a licitação da festa de peão de Jales. Na manhã desta terça-feira (22), foi ao ar uma entrevista com o advogado Waldemar Lima, especialista em Direito Penal e Processo Penal, trazendo à tona possíveis implicações criminais na condução do evento.

De acordo com o jurista, há indícios de que o empresário Fábio Prates, impedido legalmente de contratar com o poder público desde 2022, tenha atuado por meio de terceiros para continuar prestando serviços à Prefeitura de Jales. A acusação é de que ele teria utilizado nomes de laranjas para manter sua influência sobre contratos públicos, mesmo estando inelegível para esse tipo de relação institucional.

Na entrevista, o advogado explica que a empresa habilitada na licitação — Cleber Eventos — tem como representante legal o empresário Cleber Gonçalves. No entanto, quem apareceu publicamente como porta-voz do evento, concedendo entrevistas e mencionando o contrato com a Prefeitura, foi Fábio, conhecido como “Fabão”.

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“O Fábio Prates foi condenado em junho de 2022 e não pode contratar com o poder público. De forma ardilosa, ele segue abrindo empresas em nome de terceiros — inclusive de funcionários e da própria esposa — para continuar atuando”, afirmou Waldemar Lima.

Em um dos trechos exibidos, Fábio aparece afirmando:
“Espero que o contrato com a prefeitura seja mantido e que possamos fazer, em 2026, uma entrega maior do que essa.”

A fala, associada à sua atuação visível na organização do evento, levanta dúvidas sobre quem realmente está por trás da execução do contrato, que envolveu recursos públicos e estruturas oficiais.

⚠️ Implicações em análise

Com a nova denúncia, o caso pode deixar o âmbito cível e administrativo e avançar para o campo criminal, especialmente se forem confirmadas:

  • A atuação direta de pessoa impedida judicialmente;
  • O uso de laranjas para firmar contratos com a administração;
  • Eventuais omissões ou conivência por parte de servidores públicos.

Caso essas suspeitas sejam comprovadas, os envolvidos podem responder por crimes como falsidade ideológica, fraude à licitação, improbidade administrativa e associação criminosa, entre outros.

📺 Assista ao vídeo completo abaixo: Entrevista com o advogado Waldemar Lima sobre os aspectos criminais da licitação do Jales Rodeo Music.

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